terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ele passava todo dia pela tal rua, rumo ao Alto. Cabeca inclinada para a direita, tristonho.
Pouco antes da esquina, eu observava seu caminhar.
Era um tempo em que eu apenas observava.
Certa noite, ele me viu na cantina. Antes de darem a ela o ar de hospital. Com o outro padrinho, me chamou para uma sinuca. Tropecei dez vezes até o bilhar.
Pedras no caminho? Nao, o grande amor.

hoje tenho apenas uma pedra no meu peito
exijo respeito
nao sou mais um sonhador

(...)
mentira

(Chico Buarque)

Um comentário:

  1. a teylla me falou uma vez que essa era a minha música... e é mesmo.
    beijo

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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