terça-feira, 22 de setembro de 2009

Eu deveria falar sobre o dia da árvore. Para os meninos da instituição.
Penso por um minuto por que tudo isso. É quando um deles me conta que fuma só uns cigarrinhos lá na Vila. Um dos meninos.
A professora não deve perguntar cigarro de que. Cigarro é cigarro, para professoras.
A professora de música, poliglota, não sabe dessas coisas.
Ela vai falar sobre árvores. Bäume. Vai falar sobre ecologia. Vai sugerir plantar uma árvore. Pintar a casa de verde, como a dela.
Vai falar que alemão abrirá portas. Que a música vai ajudar em matemática.
A professora bonita e poliglota nunca viu um cigarrinho lá da Vila.
À noite, vai deitar em sua cama box com a consciência tranqüila.
E a alma rasgada.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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