terça-feira, 13 de outubro de 2009

Canseira de pensar no que virá. Depois do furacão, a devastação.
Muito trabalho, muito lixo prá juntar.
Fotos espalhadas por um campo imenso e deserto.
Tenho medo de entrar.
Medo de começar.
De recomeçar.
Fui lá ver, para não ser mais a mesma. Sempre fugindo sem conhecer direção.
Quando vejo, o que sai da boca não é bem o que eu queria dizer.
A mão não pode sair do bolso. Ou fica dançando no ar. Não posso beber, para não falar demais. Se não bebo, fico muda.
Ach, eu conheço isso e me canso do que virá depois. Quando tudo deixa de ser tão bom. Como tantas vezes deixou.
Me deixa em paz.
Eu estava em paz.
Me deixa aqui.

Na última vez que troquei meu nome
Por um outro nome que não lembro mais
Tinha certeza: ninguém poderia me encontrar
Mas que ironia, minha própria vida
Me trouxe de volta ao ponto de partida
Como se eu nunca tivesse saído de lá

Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão
(Moska)

Um comentário:

  1. eu nem mudo de nome. ou melhor, nas vezes em que mudei, foi só pra me certificar de que não era procurado. ainda bem, por um lado.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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