quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desisto de procurar um bom texto. Nos livros, em mim ou em ti.
Vamos partir para a realidade: somos péssimos.
Mesmo quando copiamos ou traduzimos o pensamento de alguém.
Somos péssimos com as palavras.
Mesmo sendo professores, guias, educadores.
Somos terríveis quando nos expomos. E piores ainda quando nos revelamos.
Vamos deixar que o silêncio nos contenha.
O silêncio será nossa elegância.
Uma música ou outra, eu te deixo cantar. E cantarei para você dormir.
Mais do que isso, será muito.
E sendo muito, destruirá o que havia de melhor para guardar.
Vamos guardar todo esse muito para nós.
Revelado, desaparecerá.

2 comentários:

  1. oi maria!!
    embora eu tenha ido embora eu continuo lendo!
    abraços e saudades,
    eliseu

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  2. Gostei, gostei! (desculpe a demora em voltar - já expliquei o motivo, né?)
    Beijo!

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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