quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sento na praça prá te esperar.
De dia, o sol ilumina o Cristo todo.
Com muita luz, não há Cristo sem cabeça.
Protegida. Te espero, no banco da praça.
Quando você não vem, faço uma prece.
Entro na Matriz prá me ajoelhar.
Melhor do que ninguém, você sabe:
ajoelhou, tem que rezar.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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