segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Se R. existisse, teria feito anos, sexta passada.
No signo dos livres.
Mas R. eu inventei. Física quântica na moda, também posso.
Não somos todos invenções uns dos outros? Complicado.
Eu também.
Mas como R. existe só para mim, homenageio R. assim:
uma música que é a cara dele.
Que não existe.

na volta que o mundo dá (Vicente Barreto/Paulo César Pinheiro)

um dia eu senti um desejo profundo
de me aventurar nesse mundo
prá ver onde o mundo vai dar

sai do meu canto na beira do rio
e fui prum convés de navio
seguindo pros rumos do mar

pisei muito porto de língua estrangeira
amei muita moça solteira
fiz muita cantiga por lá

varei cordilheira, geleira e deserto
o mundo prá mim ficou perto
e a terra parou de rodar

com o tempo
foi dando uma coisa em meu peito
um aperto difícil da gente explicar

saudade, não sei bem de que
tristeza, não sei bem por que
vontade até sem querer de chorar

angústia de não se entender
um tédio que a gente nem crê
anseio de tudo esquecer e voltar

juntei os meus troços num saco de pano
telegrafei pro meu mano
dizendo que ia chegar

agora entendi por que o mundo dá volta
quanto mais a gente se solta
mais fica no mesmo lugar

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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