segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu não fui criada para ouvir não. Eu aprendi.
Mas aprendi também a dizer não.
Até quando quero dizer sim. Quando a vontade me condena.
Ou o ridículo me aniquila.

Eu aprendi a fechar portas e cadear janelas.
Eu tranco portões. Tenho alarme e cerca elétrica.
Eu não duvido da minha capacidade de me poupar.
De me isolar.
De ser só.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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