segunda-feira, 6 de junho de 2011

Há um símbolo urbano apontando um caminho.
O urbano atrapalha minha compreensão.
Quero o ritual. O velho. O enigmático.
Este mega-urbano me frustra. Aniquila.
Este grande elefante branco visto de minha janela para o mar.
A que veio?
O que dirá?

Um comentário:

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

Bausteine

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