terça-feira, 20 de setembro de 2011

A vontade humana é fraca, você sabe como é.
Sim, há situações que aceitamos por pura falta de opção. Mas freqüentemente escolhemos o pior caminho, mesmo diante de infinitos itinerários. Por preguiça, maldade, desatenção...
Seja como for, andamos por um bom tempo tropeçando em pedras que nem recolhemos. Deixamos lá, que tropecem outros!

Em minha tournée pela Europa aceitei cantar nos piores estabelecimentos. No começo, por falta de opção. Mas fui tomando gosto pela espelunca, pela escória. Por gente que não sabia e nem queria saber quem eu era. Que nem sabiam quem eram. Nisso éramos irmãos. Defendendo irmãos até a morte.
Nestes lugares, eu estava segura.

Sim, me acostumei a querer estar entre irmãos. Queria fazer parte de um grupo, mas nunca consegui ficar. Ficar no mesmo lugar me custa muito.
Fantasio uma irmandade subjetiva. Minha escória espalhada pelo mundo, se esbarrando, vez aqui, ali. Aeroportos, redes sociais, gritos de longe.
E continuamos firmes e fortes.
Irmãos.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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