domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fim de mais uma tourneé europeia.
De volta à terra de todas as possibilidades, tudo faz sentido.
Não sei se eu sei ser assim: vendo sentido em cada segundo.
Agora, quero quem me explique isso: como é que não terei mais crises; como é que a vida pode ser boa, mesmo; como eu era antes disso tudo; e o que mudou tanto assim.
Ou quem fez isso por mim?

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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