terça-feira, 3 de julho de 2012


É esta cidade que me mata,
por isso enterro nela, com as mãos, 
tudo o que sou.
Me tira o estilingue e a tal pedra escolhida a dedo 
para matar o amor.
Me mostra o avesso dessa estranha roupa, 
que ele em seu devaneio me comprou.
E o que me cobra é só preço da culpa
pelo que calei quando perguntou.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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