terça-feira, 31 de julho de 2012

Em Barcelona, 2009


Eu queria guardar pra mim, mas sabe como essas coisas são...
Além de mulher, sou cantora.
Preciso dar um jeito de te botar por dentro do meu assunto: vou partir.
Fica tranqüilo, ainda não é de morte que falo. Busca é o meu tema.
Vou buscar.
Você sabe que nunca sabemos o quê, muito menos onde.
Mas vou buscar.

Hoje, à noite, parte o trem em direção ao local sagrado.
Não sei ser original: uma busca para mim começa em algum lugar sagrado.
Não farei o clássico caminho, seguindo as trilhas centenárias.
Tentarei, como sempre, fazer do meu jeito.
Que é um jeito de quem não tem jeito.
Mas você me conhece.
É assim que sempre acabo chegando à terra prometida.

Não gaste suas forças sentindo minha falta.
Preciso desse teu braço forte para o abraço, quando eu voltar.
Deixe pronto meu café com leite.
E, se estiver paciente, afine meu violão.
Voltarei com tantas histórias para contar...
O melhor seria que vivêssemos no campo e tivéssemos um fogão à lenha.
Ao lado dele e ao sabor do teu café, minhas histórias encontrariam sua casa.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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