terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Explosão de luz,
música e graça do meu dia,
minha busca encerrada em ciclo solar...
Cadê você?
Ponto de luz, eco de minha alma,
braço onde o sono me acalma...
Onde foi?
Se quando te avisto, vira logo nuvem
e em meu carinho, escorre entre os dedos...
Será que sonhei?
Eu te inventei?
Não sei.
Lembro-me apenas que te busquei
e me encontrei.
E, agora, me diz:
Eu não te achei?


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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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