sexta-feira, 4 de abril de 2014

Já vivi horrores,
ainda os vivo,
mas encontrei outro jeito olhar.

Senti tantas dores,
que ainda doem,
mas soube bem me acostumar.

Sonhei alto, tive glórias,
caí feio e lambi o chão,
mas tateei com toda graça
cada canto do meu coração.

Não herdei terras, não deixo nada.
Não busco aplausos,
nem reconhecimento.

Pois sei que a vida é só um salto
torto e ligeiro
no conhecimento.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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