segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A força que já não tenho
faz a falta que preencho de dias.
Horas bem cheias
devolvem o ritmo das batidas
ao coração parado à golpe,
dilacerado,
pelas mãos impunes
desta vida vã.

3 comentários:

  1. saudades! que bom que continua por aqui também! abraços!

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  2. a epígrafe do blog (não quero seu amor, quero suas palavras, é isso mesmo?) me lembrou quando me recomendaste há anos (2009) a música do grönemeyer ("mensch")... voltei a escutar a música e ler uma tradução da letra, que beleza! que genial! gostei muito... depois de longas andanças pela antropologia filosófica, desde aquela sugestão, só aprendi a apreciar mais este belo trabalho. obrigado pela sugestão à época, cuja pertinência se intensificou agora!

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

Bausteine

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