quinta-feira, 23 de abril de 2009

Colocamos a tal história de amor que iríamos escrever na caixa de sapato, junto com a fita, gravada da rádio com santa paciencia. Mais uns recortes da Folha e os guardanapos com rabiscos - respeitamos os bebados, que continuam com isso; sabemos que eles nao desistem.
Vamos escrever cronica ou conto. Curtos. O grande aí da sua cidade nao é o melhor do mundo por isso? Nao é mais fácil porque é curto, nao. Mas é melhor.

Um comentário:

  1. Muito bons os textos,Cris!
    O meu comentário (antes de ler este aqui)seria exatamente a respeito de semelhanças (e isso é um elogio, não uma crítica) c/ os contos do "grande da minha cidade"...

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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