quinta-feira, 30 de abril de 2009

Eu sou forte prá caramba. Além de levantar peso todo dia, levo soco na barriga como ninguém.
Eu já caí do trigésimo andar e restaram apenas pequenas feridas.
Levei um balde de água recém descongelada, sem gripar.
Sobrevivi a uma pandemia, a um acidente automobilístico, a um tumor e à cólera.
Já cortei os pulsos e tomei veneno.
Perdi-me na escalada de uma montanha, passei fome no estrangeiro,vi-me sozinha no meio da noite na cidade vazia, perdi o grande amor.
Levei muita pedrada, mesmo. Mas nao sei dizer quem é o que nao tinha pecado, que atirou a primeira.

2 comentários:

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

Bausteine

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