sábado, 23 de maio de 2009

Eu queria guardar pra mim, mas sabe como essas coisas sao...Além de mulher, sou cantora. Preciso dar um jeito de te botar por dentro do meu assunto: vou partir. Fica tranqüilo, ainda nao é de morte que falo, ainda é busca o meu tema. Vou buscar. Voce sabe que nunca sabemos o que, muito menos onde, mas vou buscar.

Hoje à noie, parte o trem em direcao ao local sagrado. Nao sei ser original, uma busca para mim comeca em algum lugar sagrado. Nao farei o clássico caminho, seguindo as trilhas que lá estao há centenas de anos. Tentarei como sempre fazer do meu jeito, que é um jeito de quem nao tem jeito, sei bem. Mas voce me conhece, é assim que acabo chegando na terra prometida.

Nao gaste suas forcas sentindo minha falta, preciso desse teu braco forte para o abraco quando eu voltar. Deixe pronto meu café com leite e, se estiver paciente, afine meu violao. Voltarei com tantas histórias para contar que o melhor seria que vivessemos no campo e tivéssemos um fogao à lenha. Ao lado dele, com meu café, minhas histórias encontrariam sua casa.

2 comentários:

  1. penso como vc, maria; na verdade, aquele texto foi uma tentativa, frustrada aliás, de pensar diferente do "eu dedico sempre muito tempo buscando esquecer os rostos que desejei"... esta é a nossa vantagem ao escrevermos, e talvez só esta, a de tentarmos mudar algo. pq não é pelas mãos do dr. bidu, ou do meu ex-terapeuta, que conseguiremos, não é?? rsrsrs abraços minha querida amiga!

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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