domingo, 3 de maio de 2009

A leitura de Bárbara Lovelock e a convivencia com Joao Granada posicionaram-me de forma nova diante da humanidade. Enfim, ou infelizmente, nao divido mais o mundo em mocinhos e bandidos. Lamento a constatacao tardia, posterior às novelas nacionais. Mas como Deus e todo o mundo me disse: nao adianta avisar.
De repente, vejo-me bandido e nao sei de onde surgiu esse visitante inoportuno. Conheco-me sendo até mais do que o mocinho. Arrisquei-me mesmo, algumas vezes, na pele do herói.
Essa outra nao me cai bem. E, no entanto, veste todos nós.
B. L. e J. G. mostraram-me que o que há é o mal tentanto melhorar ou o mal assumindo-se como é.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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