O sentimento profundo da mortalidade, da alteração, das limitações temporais incita o homem a tentar muitas coisas, a exercitar todas as suas forças e a não se entregar ao ócio das banalidades. Assim, ele luta imensamente por quimeras até reencontrar, no final, algo de verdadeiro e real para o conhecimento e a ocupação. Nos bons tempos, são raros os exaltados. Ao ressentir-se, porém, de objetos grandiosos e puros, o homem abraça qualquer coisa para fazer disso um fantasma, fechando os olhos para então poder dedicar-lhe o seu interesse e a sua vida.
É importante que os seres excelentes não excluam de si o que é inferior, que os belos não excluam de si a barbárie, embora a mistura não deva ser excessiva. Eles devem reconhecer, de modo determinado, e sem sofrimento, a distância entre um e outro dc forma a agir e a tolerar a partir desse reconhecimento. Quando o isolamento é excessivo, eles perdem sua eficácia, sucumbindo na solidão. Quando a mistura é excessiva, também não é possível qualquer eficácia, pois ou passam a falar e a agir uns contra os outros como se fossem iguais, negligenciando o que lhes falta e, portanto, o lugar de onde devem ser concebidos, ou então fixam-se tão demasiadamente nesse ponto que acabam por repetir a falta que deveriam purificar. Em ambos os casos, não se dá nenhuma ação porque ou sempre aparecem sem qualquer ressonância, permanecendo sozinhos em sua luta e amargura, ou se submetem ao estranho e ao banal com demasiada serventia, acabando por se sufocar.
(Hölderlin)
domingo, 3 de maio de 2009
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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*
Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.
Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*
*Joao e Maria - Chico Buarque
Os alemães e seus canhões*
Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.
Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*
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troco uma nova por duas originais
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pois confia na tua memória, as almas boas enaltecem o passado, revestem-no de sabedoria.
ResponderExcluirfiz um post para ti em meu blog, gosto dos teus textos e também das citações.
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