Sempre surge a pergunta: por que esse título para o blog?
A pergunta vem geralmente de meus amigos que, talvez por sorte, nao dedicam seus dias à literatura. Eu, porque atualmente faco isso, sei o motivo do nome, mas nao gosto de explicar. Gosto de pensar que a sonoridade por si só já seria um bom motivo para o nome. Mas tem outros motivos, claro.
Eu gosto de pedra, bastante. E nao acho que pedra venha apenas carregada de significados negativos. Pedra tem, fundamentalmente, história e profundidade. E sao essas duas características que reconheci em mim, nos últimos meses. Claro que todos temos essas mesmas características, mas também é claro que a maioria as nega, como eu fiz, por muito tempo. Fugia de minha história, essa que me permite experiencias peculiares das quais surgem naturalmente reflexoes mais profundas, quando as permito a mim mesma.
Ao contrário do que se possa pensar, querer ser pedra nao é querer estar estagnado, fechado em si mesmo, pesado. Muito antes disso, é aceitar que tudo o que eu vi por muito tempo como peso e transtorno em minha vida, tornou-me alguém com uma bela história para contar. E é o que estou fazendo, enquanto quero ser pedra.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*
Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.
Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*
*Joao e Maria - Chico Buarque
Os alemães e seus canhões*
Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.
Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.
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que bom ler isso.
ResponderExcluirque ruim que eu não perguntei.
Voce dedica seus dias à literatura.
ResponderExcluirOi, Maria,
ResponderExcluirbom ter uma torre de observação bem distante do foco dos conflitos, hein ?
Ei, gostei demais de teus escritos. Não quer colaborar com o Site Escritoras Suicidas ? Já ouviu falar ? Se não, passe no meu blogue e dê uma vasculhada nos links. Se gostar do site, me diga e eu mando instruções.
beijão
* ah meu esporte preferido é contemplar pedras e raizes. Mas gostei do estilingue.
ei maria, obrigado pela visita lá notasparaumlivrobonito. tudo de bom aí longe. bj. leprevost
ResponderExcluirnossa, o título é tão criativo e polissêmico que não merece a pergunta de sua razão de ser. eu gostei muito desde o começo.
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