domingo, 7 de junho de 2009

Estou aqui nessa cidade portuária, cinza e decadente. Preciso sair hoje desse lamentável exemplo de como os germanicos levantam, sacodem a poeira e dao essa insuportável volta por cima. Limpa.
Essa cidade linda e cinza, sem absolutamente nenhum problema social, era só escombros há pouco tempo atrás. E isso eu nao suporto: em mim e nessa raca. Como é que podemos passar por cima de tanto sofrimento tao rapidamente, limpar a casa e recomecar?
Nao! Eu preciso de mais dor, senao vou acabar escrevendo poesia de amor em menos de uma semana. E enviando para a Suica!
Eu nao quero ser tao limpa e feliz, dar motivos mais uma vez aos sem vida própria de plantao. Voces nao serao mais convidados para minhas noites de gala, fiquem bem certos disso. Ninguém me atira pelas costas mais, nao. Estou esperta e conheco essa torcida: é só eu acreditar no amor mais uma vez e essa urubuzada vem me comer.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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