quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estou cansada de mim, hoje.
Já nao era sem tempo...tanta calmaria, alegria, planos. O que fazer com esse algodao-doce? Ninguém o agüenta depois da quinta mordida.
Nao me diga que voce já comeu um algodao-doce inteiro? Passo, nesse instante, a desconfiar de sua inteligencia.
Se eu abrir a janela agora, vou gostar de ver estrelas nas montanhas. É sempre assim quando estou aqui. Fico bem, sinto paz. Isso nao é justo com ninguém. Nem comigo.
Fico tao chata, me canso de ler todas essas poesias de amor que escrevo diante desta janela. Adivinha o que estou ouvindo? Eu só quero que voce siga para onde quiser, que eu nao vou ficar muito atrás.
É isso, nao tem jeito: estou tranqüila, te amo prá caramba. E vou esperar o tempo que for necessário. Para completar ganhei de presente um CD: o que vale à pena possuir, vale à pena esperar.
E pessoal: me perdoem se fiz algum mal, se a tua vida é uma merda. Mas eu sou uma alienada, mesmo.
sem botao no tempo, no topo, no chao,
em cada escada a caminhada à pé, de caminhao
teu horário nunca é cedo
aonde estou?
e quando escondo a minha olheira
é prá colher amor*
(Nando Reis, Marisa Monte, Carlinhos Brown)

Observacao: o chato nunca está sozinho.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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