terça-feira, 9 de junho de 2009

Mais uma cidade, só. E chega ao fim mais uma turne.
Quando eu cantar amanha à noite, na capital do país viquingue, fecharei mais um ciclo.
Porque pretendo fazer uma longa pausa para rever o repertório. Todas as músicas que canto falam de um tema só e acabam deixando o público enfastiado. Eu nunca me canso, repetiria minha ladainha por mais alguns meses.
Para evitar o esquecimento, pararei no auge. Contra todos os fatores favoráveis. Mesmo percebendo que com o clima mais ameno, até minha pele ajuda.
E voce sabe que cantora precisa estar bonita, com cara de saúde. Tom errado ninguém percebe. Basta estar de vestido, cabelos longos, boca vermelha. Os olhos sao todos meus.
E eu continuo precisando deles.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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