terça-feira, 16 de junho de 2009

O meu hotel está perdido entre as montanhas.
À sua frente está a praça e o coreto.
O Cristo iluminado só nas vestes - um Cristo sem cabeça - salta da escuridão. Mas a bandinha previsível acalma meu espírito: a mesma praca, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim.
O que sei: nós já estivemos de mãos dadas nesta praça, 
em algum tempo suspenso pelos doloridos prendedores de minha memória.

Um comentário:

  1. E o que é que tá escrito na praca? (desculpe, não consegui evitar - acabei de ingressar na 3ª infância)

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

Bausteine

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