sexta-feira, 5 de junho de 2009

Preciso do Dr. Bidu.
Sei que ele é psicólogo só na horas vagas, que o comércio exige muito dele e que o samba, bom...o samba é só uma ilusao.
Mesmo tao ocupado, vou chamá-lo e ele vai entender.
Estou confusa e cansada.
Essa viagem é tao longa e monótona, viajar sozinha aumenta minha falta de talento e só penso em escapar pela tangente. Sem ter que provar prá ninguém que os anos de estudo afinaram minha voz e refinaram minha mente.
Porque isso é mentira.
Continuo falando grosso e levando tanta pancada quanto dou. Sou de todas as formas possíveis uma grossa. Só isso. E de egoísta também me acusam todos os refletores.
Essa profissao é muito ingrata: quem é que gosta de cantora gorda e velha?
Faca me o favor! (Ataulfo: é FACA mesmo, sem cedilha).

Um comentário:

  1. Saudades do tempo (imaginário) em que comíamos pão com mortadela à beira do Sena

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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