sábado, 4 de julho de 2009

O novo repertório está quase pronto, creio.
O que me tranqüiliza e me libera para algumas pequenas extravagâncias: estou visitando uns amigos.
Gosto muito dessa gente, são simples, fáceis de lidar. Você entende que viver na Germânia nos torna frios, não é? Precisamos de um ar de amor, de vez em quando.
Mas não muito, que muito amor estraga o senso de ridículo e o faro para ciladas.
Se bem que a vida fica bem mais do jeito que eu gosto quando não estou com esses dois sentidos afiados.
Vou te contar qual será a primeira música do novo show. Aquela que do Xavier, que fala assim: Me de uma mala para meu coração, ele tem muito mais valor quando você o carrega junto, em suas viagens; dia e noite junto a ti; assim você o devolve intacto quando volta.(http://www.youtube.com/watch?v=w6EKVJtI6fg&feature=related).
É, não estou muito boa nisso de ver o ridículo nas coisas ou de saber quem me quer mal.
Mas estou tão bem...

Um comentário:

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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