sábado, 1 de agosto de 2009

Fui advertida pelo líder da comunidade.
Disse que estou cumprindo bem as regras do grupo: não bebo, nem uso outras drogas; não como carne; não poluo; respiro profundamente. Estou uma perfeita eco-bio-dinâmica. Mas que tudo parece muito artificial. Forçado.
Não quis comentar que quando ganhei este Fiorde na loteria, não sabia que teria que apelar para meus vizinhos hippies. Se quisesse comer. Guardei minha observação: hippies são ridículos.
E jamais revelarei que faria qualquer coisa para viver nestas montanhas.
Prometi que refletirei mais sobre o cosmo e o amor universal.
A cada novo nascer do sol norueguês.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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