terça-feira, 6 de outubro de 2009

Escrevo textos que jogo em algum canto do quarto. E perco.
Sempre quero te falar alguma coisa. Mas que importa? Se estou prestes a tirar tua foto da minha agenda.
Não que você tenha feito alguma coisa. Eu acho até que você deveria fazer. Rapidamente.
Porque você vai deixando uns espaços vazios. Umas portas abertas. Vou ficando com vontade de ir lá fora. Ver se está quente. Ver se é lua cheia.
É nessa hora que deixo aquele texto de lado. De vez.
Ele perde a hora. Perde a razão.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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