segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O vício das emoções passou. Parecia.
Ontem, vi um cardume de peixes e quis ficar triste. Os peixes revelavam a falta de motivo. Toda uma corrida, frenética, para o nada. Aquele nadar para morrer na praia.
Eu quis chorar para esquecer que sou peixe. Quis abraçar outro peixe.
Hoje, um peixe apareceu. Um peixão. Convidando para correr junto com seu cardume.
Uma nova emoção.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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