terça-feira, 18 de setembro de 2012


Eu acredito em Paraíso.
E conheço o Paraíso: fica na Noruega.
É um fiorde.
Eu deveria estar lá, mas Erik não apareceu.
Nem outro viking viril. Me virei sozinha.
No fiorde, eu observava os longos dias de verão. 
As intermináveis noites de inverno.
Cantava, perplexa diante do gigante.
Eu relaxava.
Minha impotência e o Paraíso.
É para isso que viajo:
para ser pequeno.
No Paraíso.
Para não ter perguntas.
Para ser perfeito.
Mundo e eu, perfeitos.
Não fiquei no Fiorde, porque Erik não veio.
Nem outro grande qualquer.
Sempre que fiquei, veio alguém.
Isso é pequeno para você?
Isso é perfeito no Paraíso.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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