quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Vou marcar uma bela festa de arromba
pra contar o que todo mundo já sabe:
eu te amo e vamos nos casar.
Caramba, será um escândalo,
como novela mexicana apimentada.
Vou aproveitar pra gritar no meio da rua:
esse homem é meu.
Meu homem!
Um bando de gente com pena
fará burburinho em volta em mim.
Eu estarei rindo e chorando,
dançando e sorrindo,
vivendo e cantando.
E estará chovendo.
Ficarão todos em dúvida:
perdeu o senso
bebeu demais
foi humilhada
chutou o balde?
E eu assumirei:
estou louca,
há muito tempo.
De amor.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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