quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mãos lavadas

Evita olhar para o lado
para não acordar teu silêncio.
Se há vida nestas vidas,
deixa estar como está.

Não se mexa em teu sono,
durma tranquilo tua culpa.
E se a culpa não é tua,
diga então de quem será.

Não encara estes olhos
habitados por sonho e medo.
Não queira saber o segredo
da tristeza deste olhar.

Seja firme em teu sossego,
lava as mãos e cruza os dedos.
Não se meta nos assuntos
que a tua consciência te gritar.

2 comentários:

  1. muito bom!!

    saudades das interlocuções criativas! tb voltei ao blog. saí do face. tem falado com a natalia roman? peça pra ela me enviar notícias. saudades. abraços!

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    1. Bom dia! Senti tua falta no Face, mesmo. Aquilo ali anda pesado, né? Darei teu recado. Vou ao teu blog, agora. Grande abraço!

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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