quinta-feira, 14 de maio de 2009

Meu amigo imaginário, digo, o homem dos meus sonhos
- o Dr. Bidu adora meus atos falhos-,
enfim, o meu amor é o único que nao aceita isso de eu nao agüentar ninguém andando ao meu lado esquerdo. Ele segura bem forte o meu braco e me guia por uma ou duas quadras.
E pergunta, entao: foi difícil? sobreviveu?
Claro que nao é difícil sobreviver com ele no meu lado esquerdo.
O que está difícil mesmo é isso de nao o ver em lado algum.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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