terça-feira, 4 de agosto de 2009

E tem estes dias em que eu só queria encavernar.
Hoje é um. Marasmo, trabalhos braçais, um sono enorme. Do qual não acordo há anos.
Acordei às cinco da manhã. Fui trabalhar à pé. Ensinar algo que eu não sei fazer.
Voltei para alimentar o menino.
Com vontade de comer um assado. Uma costela, que espalhasse seu cheiro-convite por toda a comunidade. Deixar todos os hippies com vontade de carne. Eu e o menino com gordura escorrendo da boca.
Porque estou profundamente irritada.
Tentaram me convencer que gente que come carne é estressada.
Balela!
Carne acalma o meu extinto caçador. Animal.

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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