segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Meu melhor livro,
Ataulfo quem me deu.
Quem sabe, eu nunca tenha lido mais nada.
É quando paro,
para logo lembrar que leio muito,
o tempo todo,
em alemão.
E o tal livro continua de cabeceira.
Até quando durmo em redes,
como nesta temporada em Barcelona.
Treze anos depois.
Ele ainda faz surpresa,
é a primeira vez.
É o livro ou é o tempo?
Hoje, sei:
estou começando a entender.
Eu já sabia tudo de cor,
antes mesmo de ler.

2 comentários:

  1. Apesar de todas as suspeitas que vão recair sobre a minha opinião: uma beleza de texto!
    E dormindo em redes em Barcelona, que coisa...

    ResponderExcluir
  2. Obrigada.
    Barcelona é uma cidade impressionante.
    Liebe Grüsse.

    ResponderExcluir

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

Bausteine

Kreis