segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Tradução despreocupada de um poema de Christian Saalberg

O que eu talvez possa acrescentar em minha desculpa:

Eu gosto de rir entre amigos.

Eu me despeço de todos os conselhos, a mim atribuídos,
com um forte aperto de mão.

Eu vendi minhas ações da Suez
e carimbo o polegar em todos os erros.

Eu agarro pássaros em vôo e me deixo
conduzir vagarosamente pelo verão.

Eu evito a proximidade com a morte.

Eu tenho entrada livre em todas as ante-salas da noite
e respiro fundo, quando ouço o apito das fábricas.

E eu deixo algumas palavras bonitas, com
as quais vocês poderiam por ordem nos cemitérios.


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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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