sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Amor dói.
Olho o menino dormindo e dói.
O pensamento se atrapalha,
o terror das noites passadas quer se achegar,
a culpa é minha cabeceira.
Meu coração derrete como se no tíner.
Rezo, apertando os dentes:
meu Deus, não me leve!
Juízes aparecem em meu sonho:
menino tem que ter sua própria cama,
criar asas para voar.
Não quero ouvir...
Complexo de Édipo, coisa nenhuma!
Abraço mais forte o menino e rezo:
meu Deus, não o leve!

Um comentário:

  1. saudades de vc, de comentar o blog e estabelecer diálogos... mas estou em tempos corridinhos. abraços e obrigado pela visita!!!!

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Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões*

Eu coleciono estilingues. Como veteranos de guerra que colecionam armas, enfeito com eles o meu porão. Não os penduro conforme o tamanho ou data de fabricação. Apenas coloco à direita os que já usei e à esquerda os que nunca acertarão nada.
Explica-se por aí que estilingue é arma de baixo poder. Saber disso me faz bem. Ameniza a culpa que me corrói nas tardes que perco ensaiando uma pedrada aqui, outra lá.

Quando ando por aí, olhando pra baixo, já sei bem que pedra combina com que borracha. E pra quem.

Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês*

*Joao e Maria - Chico Buarque

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